O Álbum de Figurinhas: casa é uma narrativa visual sobre o cotidiano, os objetos e os habitantes de minha casa. O trabalho foi pensado em dois formatos, como uma série fotografica e como livro de artista.
LIVRO DE ARTISTA
2016. Livro de artista, impressão sobre papel adesivo, papel jornal e papel couchê. 14x21cm.
O Álbum de Figurinhas: casa é uma narrativa visual sobre a casa e seu habitantes. Pensado no formato de livro, o álbum mistura imagens com textos retirados do dicionário e escritos pessoais sobre a casa.
O álbum surge da minha pesquisa artística sobre a casa, o arquivo e a memória. Desta forma, a casa é pensada como espaço poético, responsável por armazenar toda a história do homem. O arquivo como documento da história da memória da casa e daqueles que a habitam. E a memória, dá ligação entre da minha infância com um imaginário comum sobre a casa.
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Denise Bandeira, crítica e artista plástica, no texto para exposição (à)Temporalidade afirma: "A ideia de álbuns de família se transforma pela sequência ou sucessão em que os retratos são mostrados, como uma projeção de cenas, possibilita inserir o sujeito na experiência dessas memórias e, também, do cinema. Essa disposição ainda está marcada pelo lugar da moradia e dos hábitos cotidianos e, por isso, revela a planta baixa de uma casa típica, sugerida ao relampejar das lembranças enquanto é possível circular pelo espaço expositivo."​​​​​​​

Montagem do livro de artista na exposição (à)Temporalidade no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba-PR.

SÉRIE FOTOGRÁFICA
2021. Fotografia, 
impressão sobre papel fotográfica. Dimensões diversas.

Montagem das fotografias na exposição Do que nos contam as paredes no Sesc Pato Branco, em Pato Branco- PR.

Renan Archer, curador e artista visual, no texto para exposição "Do que nos contam as paredes" aponta que:
"Não são muitos os que conseguem perceber essas várias nuances da casa, investigar os detalhes que mostra, colecionar as lembranças que aparecem. É essa a tarefa de Everton Leite. E se o lar é o começo de si, para ele também é o começo de sua arte: lá ele investiga acontecimentos, junta pedaços e resgata do esquecimento seu passado doméstico. Como um arqueólogo de si mesmo, Everton documenta visões íntimas do passar do tempo, analisando e arquivando transformações na existência sensível da casa. Nesse trabalho poético, cada canto de chão e parede não é como conta o dicionário: puramente funcional. Eles viram cor, cheiro, sonho e memória, porque o que acontece ali não é como em outro lugar."

Montagem das fotografias na exposição Do que nos contam as paredes no Sesc Pato Branco, em Pato Branco- PR.

Fotos: Larissa Schip e Everton Leite
Vídeo: Renan Archer
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